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Agenda Cien Brasil - Setembro 2017 - Cien Minas


O Cien Minas convida para uma conversação inter-disciplinar e "ao vivo" sobre o filme Os Incompreendidos, de Truffaut.
Após três curtas, Truffaut chega ao seu primeiro filme, “Les Quatre Cents Coups”, expressão francesa semelhante a “Pintar o Sete” ou “Causar Muito” – entre os nomes pensados para o filme, “L’Âge Ingrat” (“A Idade Ingrata”) soa mais representativo. “Les Quatre Cents Coups” conta a história de Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud), um jovem de 12 anos crescendo na Paris dos anos 50. A dificuldade de se concentrar na sala de aula (com professores rígidos e impacientes) e a inexperiência dos pais em casa (ele é filho de Gilberte, assumido pelo padrasto Julien) confundem a cabeça do menino, que começa a faltar à aula, mentir e fazer pequenos roubos – entre sessões de cinema. Sem saber o que fazer com o garoto, os pais decidem entrega-lo ao Estado, que o coloca em um reformatório. Escrito a quatro mãos por Truffaut e Marcel Moussy, “Les Quatre Cents Coups” é um dos mais belos filmes feitos sobre a passagem da infância para a adolescência, lançando luz sobre a incompetência de instituições como Família e Escola. É, sobretudo, um filme sobre inocência, que muitos têm como uma autobiografia do próprio cineasta, que afirmou ter vivido várias das situações da história. Filme preferido de Akira Kurosawa, “Les Quatre Cents Coups” deu a Truffaut o prêmio de Melhor Diretor em Cannes e a indicação na categoria Melhor Roteiro do Oscar de 1960. O personagem Antoine Doinel irá retornar algumas vezes na obra de Truffaut.

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Prorrogação para o prazo de envio dos trabalhos


O prazo para envio dos trabalhos para a Conversação Internacional do CIEN Americano foi prorrogado para 6 de agosto.

Abraço
Paola Salinas
Pela com Cien Brasil

CONVERSAÇÃO INTERNACIONAL DO CIEN-Americano

“Os laços sociais e suas transformações”
12 de setembro de 2017
"O porvir dos laços sociais"[i] foi explorado pelo CIEN há mais de uma década, em 2003, dada a dificuldade em construir pontes, laços de suporte e intercâmbio entre adultos, jovens e crianças em um mundo desagregado, disperso, múltiplo. A aposta do CIEN foi então: apontar àquilo que pudesse permanecer como função Outro, a partir da qual a criança pudesse se servir de seus próprios esforços e na companhia de alguns outros que encontrasse no caminho.

A preocupação pelo efeito segregativo e diruptivo que os discursos normatizantes produzem, habita o seio do CIEN desde a sua fundação, há pouco mais de 20 anos, em Buenos Aires, a partir de uma iniciativa de Jacques-Alain Miller. A primeira Jornada Internacional do CIEN, em 1998, em Barcelona, dedicou-se d´ "A Clínica frente à segregação". A segunda em Buenos Aires em 2000, ao abordar “Por trás das Normas - o detalhe", abriu espaço para ver de que modo as crianças, os adolescentes e os diferentes profissionais se arranjam com os impasses destes saberes que, de mãos dadas com a ciência e a técnica –e empurrados pela exigência oferecida pelo mercado de que tudo é possível–, frequentmente contribuem para arrasar aquilo que se apresenta como original ou diferente, esmagando o desejo.

Em jornadas posteriores, houve precisões sobre a incidência da cultura do instantâneo nos laços, e a resposta dos jovens que se fecham para ....

Isso nos leva a postular se, atualmente, aquilo que em dado momento explorávamos sob a idéia de agrupamentos a partir de modos de gozo compartilhados, foi substituído hoje por uma modalidade de laço que se apoia em grande medida nas diversas redes sociais, onde é difícil desprender-se da idéia de que ali impera a mais paradoxal solidão - por exemplo, o snapchat.

Esses laços, então, estão tomando novas formas, sobretudo com a hiperconectividade e a realidade aumentada, cada vez mais incorporada à vida cotidiana. Que tipo de ligação é a hiperligação [hyperlink]? Isto se apresenta como aporia, pois onde poderiamos supor uma ligação mais estreita, acaba se traduzindo em uma crescente dispersão e multiplicação.

Na comunicação, o mal-entendido da linguagem se contrapõe ao afã de uma “perfeita” literalidade –cuja impossibilidade mergulha os sujeitos em uma angústia cada vez maior.

Desvela-se, portanto, um efeito sinistro que advém da realidade virtual, que faz naufragar o amparo que provem do campo da realidade propria de cada um, a ficção que chamamos de fantasia.

Existe, por um lado, um empuxo a manter-se conectado o tempo todo a esta realidade virtual. Isto se verifica em todos os âmbitos da vida cotidiana, onde blackmirrors tornam-se companheiros inseparáveis. A linguagem se transforma à luz destes novos objetos, que ganham "vida" com sua insistência em fazer-se "ouvir", "olhar", "ler". É incessante, quer dizer, isso não cessa. Existe ali o efeito de um sem corte nessas comunicações, onde a implicação do corpo fica em suspenso.

Como se imiscui tudo isso nos diversos campos institucionais? Tomemos por exemplo o campo do Direito, onde o empuxo midiático faz oposição à mediação simbólica buscada nas mãos da lei.

A ciência da saúde também está cada vez mais infiltrada pelo uso das telas –nos estudos por imagens– e nas "consultas" que prescindem da presença do "corpo" do paciente, pela foto digital enviada por um familiar ao celular do médico que diagnostica e indica tratamento pela mesma via.

E, o que podemos dizer do campo pedagógico? Trata-se de um terreno com ambiguidades. Por quê? Porque, por um lado, há um "uso" legítimo que as crianças e os jovens podem fazer das redes e telas ao serem incorporadas como meios para a relação com o saber.

Por outro lado, nesse mesmo ponto encontramos que essa sujeição incesante a esse modo de laço subtrai a necessidade do corpo para encarnar uma relação com o saber. Isto se torna complexo de tratar e de situar no âmbito escolar, onde ainda se convoca à participação de um sujeito desejante, de carne e osso, para a aprendizagem, que envolve as crianças e os adolescentes, mas também aos profissionais que os recebem.

Isto reabre questões nos diversos praticantes que alimentam os laboratórios do CIEN, dispostos a interrogar o que não sabemos, o que não entendemos, o que se apresenta como reflexões paradoxais, que requerem a abordagem e a elucidação daquilo que enlaça as crianças e os jovens, justamente ali onde em diversas ocasiões constatamos que o corpo –não só a dimensão da palavra– é afetado por essas novas formas.

Assim, propomos conversar sobre as invenções das crianças e dos adolescentes não tanto contra os efeitos do novo, mas sim com o uso que estes dão ao novo: novas formas de “dizer”, de “fazer”, de gozar, de viver. Qual novidade implica o uso da palavra nas redes? Como o corpo participa disso?

Tradução: Vania Gomes
Revisão: Nohemi Brown

[i] Argumento da Jornada Internacional do CIEN “ O futuro dos laços sociais”, realizada em Buenos Aires em 20 de setembro de 2003. Publicado no Caderno 5 do CIEN, novembro de 2004

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Caros Colegas,

Na próxima quarta-feira, o CIEN Minas irá trabalhar em torno do tema "Quem se ocupará das crianças?".

Os Laboratórios "Além da tela:psicanálise e cultura digital"e "Tecendo a Rede" irão localizar esse impasse, a partir de suas experiências inter-disciplinares.

Convidamos a cada um de vocês a se juntarem a nós nessa conversação que promete ser muito viva!

Para já iniciarmos o assunto, vejamos o que nos diz Éric Laurent:

“Contudo, essas famílias recompostas são, também, lugar de problemas inéditos. As crianças solitárias passam muito tempo na Internet, discutindo ou jogando em rede, ou diante da televisão. Todas essas telas olham essa infância negligenciada, ocupam-se dela e instalam uma dependência que a criança vai encontrar novamente, quando estiver maior, nas ofertas de mercado de drogas adaptadas à adolescência”(LAURENT, 2013, p.38).

Esperamos por vocês!!!
Até quarta!

Atenciosamente,
Virgínia Carvalho

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CIEN DIGITAL

Para ler o CIEN Digital basta acessar este link: http://uaihost.com/ciendigital/index.html

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Caros Colegas,

Na próxima quinta-feira, o Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Criança (CIEN), em Minas, irá promover uma conversação sobre o tema "Famílias Judicializadas", com a presença da psicanalista argentina Beatriz Udênio (EOL-AMP). O Laboratório "Novas Famílias e suas Judicializações" e o Laboratório "Janela da Escuta" compartilharão conosco algumas experiências, impasses e soluções que nos servirão como ponto de partida.   

Técnicos do judiciário e das medidas socioeducativas, psicólogos, assistentes sociais, médicos, pedagogos e psicanalistas compõe esses dois Laboratórios que tem se norteado pela orientação de Laurent (2002) de que o projeto do CIEN consiste em estudar, recolher informações, pesquisar e historizar a nova situação da criança nos discursos, ou seja, nos dispositivos simbólicos que se encarregam dela: como a escola, os dispositivos assistenciais, a família e a língua que lhe dá seu lugar: a do direito. Como bem pontua Beatriz Udênio, a particularidade do CIEN é centrar seu interesse na criança, na vontade manifesta de realizar um trabalho conjunto com outras disciplinas que se ocupam da infância. E, nesse sentido, "investigação e interdisciplinaridade se constituem como ferramentas do CIEN" (Udênio, tradução nossa).

Para os referidos laboratórios, a judicialização das famílias é uma demanda de normatização das relações parentais que, em muitas situações deixa o sujeito de fora, em prol do ideal do "melhor interesse da criança". Que efeitos essa tendência contemporânea produz tanto sobre as crianças e adolescentes, como sobre o trabalho que se realiza com eles? 
Venha conversar conosco!


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